Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Aquela Tempestade

 

   Aquele temporal não tinha maneira de passar, a chuva era cada vez mais forte e o vento cada vez soprava com mais força, no céu já havia sinais de relâmpagos e não demorou a ouvir-se o primeiro trovão. Ele tinha de voltar para casa, mas daquela forma não dava ainda corria o risco de ter algum acidente ou ficar preso no meio da tempestade, não, não podia deixá-lo partir assim. Sentamo-nos no sofá da sala à espera que tudo volta-se à normalidade, liguei o meu rádio a pilhas para irmos tendo informações de tudo o que se passava lá fora e de repente zás a luz foi-se ao ar, agora não porquê?

   Lá fui eu aos tombos e enfim achei duas velas pequenas e acabei por acende-las, coloquei-as em cima da mesinha da sala. Neste momento começou a tocar a nossa música, aquela música que me deixa louca e me faz sonhar com ele, mas agora ele estava ao meu lado, olhei-o nos olhos e senti-o a percorrer o meu corpo com o seu olhar, beijou-me apaixonadamente um beijo que me deixou sem fôlego, lá fora ouvia-se a chuva cada vez com mais intensidade, cá dentro iluminados apenas por duas velas pequeninas com cheiro a canela, o nosso olhar brilhava. Olhando assim para ele ainda me parecia mais belo, do que à luz do dia, notei que ele olhava para mim e pensava exactamente o mesmo em relação a mim.

   Deixei cair o meu corpo para cima do sofá e puxei-o para mim, os seus beijos e o seu toque quase queimava a minha pele tão suave , então envolvi-o eu também pelos meus beijos e carícias , aquela noite estava a ser mágica e envolvidos pela paixão e pelo prazer, fizemos amor com todo o tempo do mundo, aquela noite seria apenas nossa.

   Acordei estava ele a olhar para mim, com o olhar mais apaixonado que vi até hoje, era apenas três da manhã, mas a luz ainda não tinha voltado nem a chuva parado. Vesti o meu robe e abri a porta para espreitar a noite, ele veio até mim e eu escorreguei para a rua, mas ele agarrou -me e a sensação da chuva a cair nos nossos corpos foi tão mágica que nos envolvemos com ela num beijo longo e eternamente apaixonado. Em casa tínhamos a lareira à nossa espera... podíamos evitar o constipado.

Beijo Bel

publicado por Bel às 00:40
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